segunda-feira, 30 de junho de 2008

Mais uma em Dubai

Fonte: Dynamicarchitecture.net

Já tinha visto em um desses slides que circulam como corrente nos e-mails, mas nunca pensei que fosse se tornar realidade... Ah, que engano!

Pois bem, saiu no Jornal da Globo, que o enorme edifício rotatório será construído (ou já está sendo, pois na reportagem não fica muito claro) e estará pronto em 2010!

E só podia ser, adivinhem aonde??!! Em Dubai, nos Emirados Árabes, lógico! A megacidade dos grandes empreendimentos! O deserto de edifícios (contraditório, não?).

Bom, vou malhar a cidade em um outro post, pois estou aqui para falar do "Dynamic Tower in Dubai". Projetada pelo arquiteto italiano David Fischer, consiste em uma torre de 420 metros de altitude (altitude porque é quase uma montanha, né? Se fosse mais baixo aí até poderíamos usar o "metro" como unidade de medida), com 80 pavimentos! Existem diferentes tipologias de apartamentos (desde 124 m² a 1200 m²). Os primeiro 20 andares são escritórios, 15 andares são de um hotel 6 estrelas e os 45 andares seguintes são residenciais, sendo que desses 45, os 10 últimos são de apartamentos de mais de 1000 m².

Os pavimentos são independentes, podendo girar para lados diferentes em velocidades diferentes. Essa característica é que torna o edifício interessante, uma vez que não possuirá uma forma única e estática.

A existência de enormes hélices entre cada pavimento, permitirá a produção de energia suficiente para a utilização no prórpio edifício, além das placas de captação de energia solar no teto de cada apartamento.
Aqui estão algumas fotos, mas vale conferir o site oficial do empreendimento: http://www.dynamicarchitecture.net/home.html. No site há um vídeo interessante mostrando as diferentes morfologias que a torre pode adquirir.
Planta do apartamento de 1200 m², com garagem privativa no próprio andar. Fonte: Dynamicarchitecture.net

Apesar de não ser uma imagem do edifício em Dubai, é possível ver o sistema de aproveitamento do vento na produção de energia. Fonte: Dynamicarchitecture.net

O edifício será inteiro pré-fabricado. Fonte: Dynamicarchitecture.net

Fonte: Dynamicarchitecture.net

Apartamentos de mais de 1000 metros quadrados possuem garagem privativa no próprio andar. Fonte: Dynamicarchitecture.net

Imagem de piscina privativa em um apartamento de mais de 1000 metros quadrados. Reparem os empreendimentos famosos de Dubai, ao fundos, como o Palm sobre as águas do oceano e o hotel 6 estrelas. Fonte: Dynamicarchitecture.net

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Nova Rodoviária de Campinas

Rodoviária Ramos de Azevedo! Muito bacana o nome, o prédio, a arquitetura... Tudo novo! Novas lojas, novas escadas, novos guichês, novos assentos... Apesar de não estar 100% pronta, percebe-se que vai ficar demais!
Há muito tempo se esperava pelo fato que ocorreu hoje: a mudança de prédio e localização da rodoviária de Campinas! O espaço existente já não era suficiente, não comportava os milhares de usuários. As empresas de ônibus compartilhavam uma dúzia de plataformas (Parece muito, né? Mas não pra uma cidade do porte de Campinas...) em um edifício caindo aos pedaços, nunca inacabado!
Bom, adeus rodoviária antiga! Seja bem vinda nova rodoviária!
Mas, como brasileiro nunca está satisfeito (e agora essa insatisfação vem da minha parte), a nova rodoviária possui um defeito. Digamos, um grande defeito: não é possível mais acessar as plataformas sem possuir passagem. Ou seja, as muitas pessoas que iam se despedir de seus parentes, pais, avós, filhos, namoradas, maridos, vizinhos, tias, primos, amigos, não podem mais dar o tradicional "tchauzinho" no ônibus!!! Olha que absurdo!
Pois bem, agora vocês devem estar falando: "que bichice, que frescura, que bobeira". Pensem o que quiserem, pois só quem vivencia o ritmo e dinâmica de uma rodoviária, sabe o quanto isso que estou falando é importante!
As plataformas sempre foram os locais de despedida, de emoções fortes, de chororôs, de beijos apaixonados, de encontros, de matar a saudade ou de morrer de saudade... Nas plataformas é que damos o primeiro sorriso e sentimos a batida de nossos corações acelerando, pois lá de longe avista-se o ônibus chegando, trazendo a pessoa amada de quem se está morrendo de saudade!
Então, Prefeitura, Socicam, seja lá quem for responsável pela nova rodoviária, fica aqui minha revolta! O melhor vocês já fizeram: tiraram a rodoviária daquele prédio caindo aos pedaços! Presentaço para Campinas!!! Mas não tirem o romantismo dos encontros e despedidas nas plataformas!!!

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Exposição "Arquitetura do Medo"

Amanhã, dia 07 de junho, inicia-se a exposição "A arquitetura do medo", do fotógrafo baiano André Gardenberg, na Pinacoteca do Estado. O artista procurou retratar como a violência se reflete na arquitetura e paisagem das grandes cidades, através das cercas e grades. As fotos mostram lugares por quais passamos e vivenciamos diariamente, como a vitrine de uma loja, que além do vidro, possui portas de aço vazadas para protegê-la enquanto a loja está fechada, ou então a janela de uma casa com grades.

Foto de André Gardenberg que faz parte da exposição "A Arquitetura do Medo". (Fonte: Uol)

Aproveito a questão urbana-social retratada por André Gardenberg para refletir sobre a situação de Campinas. Recentemente (quer dizer... já faz um tempinho, mas só agora tive a oportunidade de comentar), o Cemitério da Saudade, um dos maiores da cidade, recebeu um "belo" elemento decorativo: cerca de arame! Sim! Daquelas em que o "espertinho" que cortar vai se embolar todo! Um verdadeiro campo de concentração! É... hoje o morto não pode nem descansar em paz... Portanto, quando forem enterrar alguém (ô lôco), não coloquem junto correntinhas, jóias, crucifixos, terços de ouro! Esse direito você não tem mais! Bom, a foto, pra variar, vem depois!

A onda do medo têm criado uma outra onda em nossa cidade: a do condomínio fechado. Nossa, como Campinas tem desse troço! Não condeno ninguém que mora em um desses, pois hoje em dia não se sabe o que fazer para ter segurança, mas o problema é a falsa segurança que esse tipo de empreendimento nos trás! Será que estamos totalmente seguros?? Ano passado ocorreu um caso muito chato: o namorado de uma professora foi assassinado, na porta de casa em um condomínio fechado... Um ladrão invadiu o condomínio, e quando ia assaltar a casa, o namorado abriu a porta! No susto, o ladrão disparou a arma! É por essas e outras que eu questiono o condomínio. Bom, é só pra refletir!

Abraços

Ah! Confiram a exposição! André Gardenberg - "A Arquitetura do Medo" na Pinacoteca do Estado - Praça da Luz, 2, São Paulo - tel. (11) 3324-1000. Quando:07 de junho (abertura das 11h às 14h) a 10 de agosto, de terça a domingo das 10h às 18h. Quanto: R$ 4,00 (grátis aos sábados)

Meu balanço a respeito da Sustentar!

Hoje saiu a seguinte manchete na Folha de São Paulo: "Elite brasileira é ecologicamente inviável", de Lucas Ferraz. A reportagem diz que o padrão de consumo das classes A e B no Brasil é insustentável ambientalmente. Segundo a WWF Brasil, "se toda a população mundial adotasse padrão de consumo semelhante ao das classes A e B brasileiras, seriam necessários três planetas para suprir todos os recursos utilizados".
Essa notícia me fez lembrar que dias atrás, divulguei aqui em meu blog, o evento Sustentar 2008! Tenho o dever então de contar-lhes como foi!
Esse evento ocorreu entre 26 e 31 de maio, na cidade de Campinas. Foi uma semana repleta de palestras, seminários, apresentações, exposições. Empresas, públicas e privadas, instituições, ONG's, todos juntos atrás de um único objetivo: discutir o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável da humanidade e propor soluções e alternativas ao modelo de desenvolvimento atual.
Houve o congresso, com palestras de autoridades públicas, empresas, e pesquisadores no The Royal Palm Plaza! A coisa foi chic! Salãozão, com telões, trocentos lugares! E a melhor parte: a hora do "coffe brake"... rsrsrs. Zuera!
Acho que um dos pontos altos foi a palestra do jornalista André Trigueiro. Ele é professor universitário e apresentador do canal Globo News, onde possui o programa "Cidades e Soluções". O tema era um panorama do desenvolvimento sustentável no Brasil, onde abordou brilhantemente a questão do consumo em nosso país.
Com muito humor, piadas ao mesmo tempo sarcásticas e inteligentes, questionou o CONSUMISMO, que nada mais é que o consumo incontrolável, discarado, fútil, imposto pela sociedade do capitalismo. Segundo André, não há sustentabilidade aliada a consumismo. Nessa sua crítica (convenhamos que é nada além do óbvio e da verdade), utilizou-se das palavras de um famoso publicitário (que eu não me lembro o nome): "publicidade é magia negra". E sim! As propagandas vinculadas em massa, nos outdoors, revistas e principalmente no horário nobre da televisão, criam o desejo (pois as pessoas vão ficar com vontade de tal produto) e a angústia (pois muitos, principalmente as classes menos abastadas, não terão dinheiro para adquirir o mesmo!).
A feira, ocorrida no Centro de Convivência foi outro sucesso! Expositores de vários segmentos, de várias cidades da região... todos empenhados em mostrar seu trabalho no ramo do meio ambiente. Vale destacar aqui um estande, que na minha opinião era o mais interessante: o da Cohab Campinas (hehehe, tenho que puxar sardinha para o meu lado!). Brincadeiras à parte, a Cohab construiu o protótipo de uma casa sustentável e estava expondo lá as fotos e produtos utilizados. A casa ficou aberta a visitação, sendo alvo de interesse de muitas pessoas que assistiram a uma reportagem televisiva sobre ela na véspera da feira. Em outro post comento mais sobre a casa, e quem sabe eu não consigo as fotos para melhor vizualizar!!
Abraços!!

segunda-feira, 26 de maio de 2008

A carpa da capa!

Fala pessoas! Muita gente me perguntou: "Por quê tem um peixe na capa do seu trabalho?" (referente à capa da primeira entrega do meu TFG, cujo tema é um centro de cultura nipônica). Aí eu respondia: "Calma, não é um simples peixe... é uma carpa!"
Fonte: Imagens do Windows Vista
Também conhecida como "koi fish", a carpa significa "coragem e a capacidade de atingir os mais altos designíos. É o símbolo apropriado para estimular o indivíduo a ultrapassar as dificuldades da vida que , consequentemente levam ao êxito. Também a carpa luta contra a corrente e não desiste até atingir o seu objetivo." (Fonte: http://velharias-traquitanas.blogspot.com/2006_11_01_archive.html)
Na verdade, esse significado vem de uma lenda. A Carpa Koi tinha que atingir a nascente do Rio Amarelo na época de desova. Para isso, era necessário nadar o continente chinês inteirinho, saltando contra as cascatas, até chegar na montanha Jishinhan, onde ficava tal nascente. Assim que ela chegou ao objetivo, virou um dragão! (Fonte: http://carpa-koi.blogs.sapo.pt/678.html)
Portanto, quando se depararem com uma imagem em que a carpa está subindo o rio (como a carpa acima), significa "força para alcançar os objetivos, vencer os obstáculos". Já uma carpa descendo o rio, com cara de dragão, significa que ela já se transformou e seus objetivos foram alcançados!

Desenho de uma carpa com cara de dragão! (Fonte: http://robersg.wordpress.com/category/dibujos/

Embora a lenda seja chinesa, os japoneses também consideram a carpa um símbolo de força e perseverança! No Japão, ela também é conhecida como "nishikigoi" (nishiki quer dizer "êxito na vida"). São verdadeiras "jóias que nadam", sendo coloridas devido a cruzamentos entre espécies diferentes e mutações genéticas planejadas pelo criadores. No Japão, são feitas bandeiras de papel ou tecido em forma de carpas, para se comemorar o Dia dos Meninos (05 de maio). Representam o desejo das famílias de que seus filhos cresçam fortes e vigorosos!

Carpas Koi de pano, hateadas no Dia dos Meninos, no Japão. (Fonte: http://japonmonamour.blogspot.com/2007_07_01_archive.html)

terça-feira, 20 de maio de 2008

SUSTENTAR 2008

Fonte: Sustentar.org
Fala pessoas!
O SUSTENTAR 2008 DINAMIZARÁ A CIDADE DE CAMPINAS NA SEMANA DOS DIAS 26 A 31 DE MAIO! É um evento de iniciativa da Prefeitura Municipal de Campinas em parceria com Sanasa, Unicamp e Puccamp que visa discutir idéias, projetos e ações que promovam o desenvolvimento sustentável. O Sustentar ramifica-se em quatro vertentes: o Congresso Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (que discutirá em meio empresarial formas de conciliação entre a "sustentabilidade econômica, social e ambiental"), o Fórum Social (com a disseminação dos conceitos e apresentação de soluções para o maior número de pessoas), a Feira de Produtos e Projetos (com estandes expositivos de instituições financeiras, acadêmicas, empresas, ONG's, instituições públicas e privadas, etc.) e a Campanha Educativa (que tem como público alvo, os estudantes das escolas públicas da cidade).
Para mais informações e programação completa, veja no site: www.sustentar.org Abraços
Fonte: Sustentar.org

BORNEO - SPORENBURG

Junto com meu grupo na faculdade fiz um seminário sobre Borneo - Sporenburg e quero falar um pouco sobre esse grande projeto urbano. Trata-se da requalificação de uma antiga área portuária em Amsterdam, Holanda. Mais precisamente a leste do centro da cidade, Borneo e Sporenburg, os "dedos gêmeos", eram docas, que com a 2a Guerra, foram arrasadas. Ficaram abandonadas até que o governo visse em sua requalificação, um vetor de expansão e melhoramento da cidade. O "master plan" ficou por conta do escritório West 8, comandado pelo jovem arquiteto Adriaan Geuze. O desafio estava em SUPERADENSAR a área, respeitando-se a HORIZONTALIDADE e utilizando-se de CASAS UNIFAMILIARES. Assim, o West 8 criou uma série de diretrizes e convidou grandes nomes da arquitetura, entre eles o escritório OMA, de Rem Koolhaas, e E. Miralles, para criarem unidades residenciais com gabarito de 3 pavimentos (sendo o térreo, a garagem) em lotes estreitos.

Imagem de satélite de Borneo ("dedo" inferior) e Sporenburg ("dedo" superior). Fonte: west8.nl

O principal motivo para que a superdensidade desse certo, foi a redução ao máximo dos espaços públicos. Ao invés de se criarem diversas praças e áreas livres ao longo das residências, optou-se por concentrar esses espaços em uma única área verde (nota-se a faixa verde em diagonal na imagem acima). Foi obrigatório que o térreo das casas fossem garagens. Assim, os carros não são estacionados nas ruas e estas puderam ser mais estreitas.

Infográfico mostrando os espaços públicos: ruas, vazios adjacentes aos edifícios mistos e uma única praça. Com a redução do espaço público, pode-se adensar mais a área. Fonte: west8.nl

Vista geral do plano de reutilização das antigas docas de Amsterdam. Nota-se a horizontalidade do projeto, pontuado com os edifícios mistos (comércio no térreo e habitação nos pisos superiores), que dão a identidade ao local. Fonte: west8.nl

Imagem da época em que Borneo e Sporenburg ainda eram docas. Nota-se os galpões, contâiners, guindastes e navios atracados. Ao fundo, é possível ver a ferrovia, ainda presente no transporte de Amsterdam. Fonte: west8.nl