sábado, 28 de fevereiro de 2009

Formatura!

Finalmente o dia da formatura chegou! E para esse dia, escrevi um texto para ler lá na frente, na colação de grau, que ficou muito bacana e que gostaria de compartilhar com vocês.
“A arquitetura se caminha, se percorre, e não é, como preconizam certos princípios, uma ilusão inteiramente gráfica em torno de um ponto central abstrato onde o homem pretende estar”, disse Le Corbusier. Vejo o dia de hoje como o início desta caminhada que é a arquitetura. Também é o final de uma etapa que nos apóia para dar o tão temido e esperado primeiro passo. Estamos rumo a novos desafios, a situações inesperadas, a terrenos desconhecidos. É esse “não conhecer” que nos estimula e nos incentiva. Afinal, a profissão que escolhemos não se limita a estar em torno de um ponto central abstrato, como disse Corbusier. Não. Nossa obrigação é ampliar os horizontes, materializar sonhos, criar e superar expectativas. Temos um compromisso com a arte, com a técnica, com a sociedade, com o bem estar, com a tradição e o novo. Temos meios de fazer isso, ou não foi o que aprendemos nestes cinco anos de curso? Lei do sol, conforto térmico, lugar, espaço, topografia, ventilação, escala, circulação, cálculos, técnicas construtivas, materiais, legislação, projeto. Agora sim veio a chance de colocarmos tudo o que aprendemos em prática. Agora vamos nos unir a mestres como Niemeyer, Bo Bardi, Bratke, Lelé, Mendes da Rocha, Ando, Siza, Piano, Foster, Nouvel, Koolhaas e tantos outros. Se formos, ao menos, 1 por cento desses notáveis da arquitetura já estamos no lucro, certo? Corbusier disse que seremos titulares de um ofício no qual invenção, pureza e qualidade dão forma ao produto, virtudes que dependem do caráter, e nos veremos lançados nessa vida com barreiras de vaidade, de cupidez ou simplesmente, de adversidades. Porém, o que digo aos meus antigos colegas de sala, agora colegas de profissão e pra sempre amigos, é que venceremos tais dificuldades. Com muito sucesso projetaremos nosso futuro e carreira. Nossos pais, com as lições da vida e professores com as lições da profissão nos deram o empurrão para, agora, desenharmos nosso destino. Que possamos percorrer juntos os longos caminhos da arquitetura e do urbanismo.
(Rafael Nako - 13/02/2009)

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

"Revitalizar o Centro é preciso"...

(Fonte: CNSecuritária)
... é o que dizia a manchete do edital do jornal Correio Popular da edição de hoje (23 de outubro), escrito por Nivaldo Dóro, presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano de Campinas.
O texto fala brevemente sobre a necessidade de uma política pública que revitalize o centro da nossa Campinas, e convida os leitores e cidadãos a comparecerem no dia 7 de novembro no Salão Vermelho da Prefeitura para discutir as formas de promover a vitalidade da área central e entorno.
Nesse dia de debatE, três temas serão abordados:
- "O Centro como local de cultura, lazer, manifestações culturais e cívicas";
- Moradia no centro da cidade;
- e "Comércio e serviços s suas potencialidades".
Não deixemos de participar das discussões e debates de nossas cidades!
Abraços!

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

De volta

Desculpem-me tanto tempo de ausência! A correria com o TFG era tanta que nem dava tempo de postar!
Bom, estou de volta com um projeto que merece ser mostrado. Trata-se de um trabalho acadêmico de Wellington Costa Lima, aluno de Arquitetura e Urbanismo do Instituto Metodista Izabela Hendrix, em Belo Horizonte, MG.
O projeto consiste em um edifício de uso misto (comércio e residência), nomeado como Nautilus. O interessante é que em sua concepção, foi adotada o fundamento da proporção áurea, muito utilizada nas pinturas renascentistas e encontrada nos elementos da natureza, como conchas marinhas.

Confira as imagens do projeto abaixo. Elas falam por si só e explicam o conceito.

Aproveito para divulgar o site em que esse projeto foi publicado: World Architecture (http://www.worldarchitecture.org/), que possui um acervo bacana de projetos, construídos ou não, de vários países. Confira! Ótimo para pesquisar referências!!!
Abraços!
Conceito da proporção áurea (Fonte: World Architecture, 2008).
Proporção áurea sendo utilizada no projeto do The Nautilus (Fonte: World Architecture, 2008).
Proporção áurea no The Nautilus (Fonte: World Architecture, 2008). Proporção áurea no The Nautilus (Fonte: World Architecture, 2008). Tipologias criadas no The Nautilus (Fonte: World Architecture, 2008).
Tipologias criadas no The Nautilus (Fonte: World Architecture, 2008). (Fonte: World Architecture, 2008).
(Fonte: World Architecture, 2008).
(Fonte: World Architecture, 2008).

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Sejima + Nishizawa = SANAA

Fonte: Bravo, 2008.
Ontem fui à exposição do escritório SANAA da dupla de arquitetos Kazuyo Sejima e Eyue Nishizawa que está no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. Só a ida ao edifício já vale a pena. A arquitetura é assinada pelo filho de Tomie, o famoso Ruy Ohtake. Particulamente não gostava do edifício, criticava-o devido sua pele de vidro espelhado e as cores utilizadas (um vinho rosado). Mas chegando lá, eu, cara a cara com o prédião, eu olhei pra ele e ele olhou pra mim... Sim, passei a gostar daquele edifício. Na minha leitura, as formas onduladas na fachada dos primeiros pavimentos, separam visualmente uma área mais pública (composta por galerias, lojas e café) do resto do edifício. No interior, as paredes de concreto contrastam com as tesouras metálicas da cobertura. A escada, curva, possui corrimões de aço inoxidável no mesmo desenho. A exposição dos arquitetos japoneses é um espetáculo. Muito mais que mostrar o projeto arquitetônico, as maquetes são verdadeiras obras de arte. O uso de materiais como acrílico, vidro, papelão, papel mousse, mostram que a maquete não é simplesmente para vizualização do projeto. Ela pode ser fruto de um trabalho de design. Não só as maquetes eram interessantes... Os painéis mostravam desenhos técnicos dos projetos, mas, até porque estavam em escalas grandes, pareciam quadros de pinturas.
Legal também é um trecho da exposição em que são colocadas fotos da obra de execução do Rolex Learning Center, da Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça. O edifício é uma grande obra de engenharia, onde a cobertura é uma laje ondulada. Através das fotos podemos ver o passo a passo da contrução e que a laje é um verdadeiro emaranhado de barras de aço.

Além das fotos, uma enorme maquete está exposta no hall de entrada, confeccionada pelos arquitetos com ajuda dos alunos da FAU-USP.

Fonte: Bravo, 2008.

Fonte: Bravo, 2008.

Paralelamente a essa seqüência de fotos, estão enfileiradas protótipos da cadeira em formato de coelho! Muito legal o design da cadeira desenvolvido pelos arquitetos.

Fonte: Designboom, 2008.

Abraços!

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Exposição Kasato Maru - Permanência no olhar

Está em cartaz no Sesc Santana, São Paulo, a exposição Kasato Maru - Permanência no Olhar.

Eu já fui ver a mostra, e apesar de não ser uma exposição muito grande (no sentido de quantidade de obras), vale a pena conferir, já que são intervenções grandes em espaços do Sesc. São 9 obras (apesar de eu ter visto só 8) que vai desde grafites nas paredes do corredor e do solário, passando por instalações em espaços amplos, até painéis adesivados nos vidros das janelas da entrada.

Os 9 artistas, apesar de trabalharem com meios de se fazer arte diferentes, têm algo em comum: levam em sua história a ascendência nipônica, procurando traduzir e expressar isso em sua arte.

Abraços

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Reflexões do TFG...

Todos sabem, eu já sei, mas o TFG confirmou: arquitetura é referência, muita referência!!!
Temos muito que ver, pesquisar, estudar, olhar, ler, viajar! Já dizia a famosa frase: "Nada se cria, tudo se copia". É isso que tenho percebido nesse último ano da faculdade.
Há muita coisa pra ser resolvida ainda em meu trabalho. Uma delas é a fachada do edifício. Qual é a cara do meu centro cultural? Não sei ainda... Que materiais utilizar, onde colocar aberturas, elementos compositivos de fachadas, vai ter brise ou não, cores, transparência, "translucidez" (vixi, será que existe essa palavra?), opacidade... são questões ainda pertinentes no meu TFG.
Para isso tenho procurado ver o máximo possível de coisas, não só relacionadas a construção! Neste momento tudo é referência! Pode ser bonito, feio, certo, errado, caro, viável... tudo será usado ou não!
Eis aqui fotos de materiais e elementos bacanas, que posso utilizar em meu projeto...
Abraços!

Muro de arrimo de pedras no Museu Histórico Sayamaike, em Osaka, projeto de Tadao Ando. A tradição é muito presente na vida dos japoneses, e embora a tecnologia tenha se desenvolvido no Japão, ainda utiliza-se muito a madeira e pedra (materiais naturais tradicionais) na arquitetura. (Fonte: Arcspace)

A foto acima também é do Museu Histórico Sayamaike. Achei interessante a água em queda, proveniente de um espelho d'água, formando uma cortina filtrando os raios solares. (Fonte: Arcspace) As três fotos a seguir mostram o interior e fachada do Suntory Museum of Art, do arquiteto Kengo Kuma, em Tóquio. As barras verticais que vedam o edifício são de cerâmica branca com um reforço de extrusão de alumínio, possibilitando serem finas e compridas. Essas "tiras" formam painéis móveis corrediços que se abrem para uma área verde do museu.

(Fonte: Arcspace)

(Fonte: Arcspace)

(Fonte: Arcspace)

Esse edifício é a sede da loja Tod's, na avenida Omotesando em Tóquio. Projeto de Toyo Ito, onde a fachada, com "braços" de concreto, remete à estrutura de uma árvore. Os espaços vazios da fachada são preenchidos com vidro, garantindo a entrada de luz de forma heterogênea.

Corte esquemático da loja Tod's, mostra a real intenção do arquiteto ao criar "braços" de concreto na fachada. Cheios e vazios representam a copa de uma árvore. (Fonte: Arcspace)

A foto abaixo é o projeto do Toyo Ito para o pavilhão temporário na Serpentine Gallery, em Londres, onde o arquiteto experimentou a mistura do concreto e vidro (cheios e vazios) na fachada antes de compor a fachada do edifício Tod's.

(Fonte: Arcspace)

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Duas perdas em um final de semana

Dorival Caymmi. (Fonte: PubliFolha)
Podemos dizer que o pólo cultural brasileiro teve duas perdas neste último final de semana. Na sexta-feira (16) o Brasil perdeu um dos maiores compositores dos últimos tempos: o baiano Dorival Caymmi. Ele tinha 94 anos e morreu de insuficiência renal e falência múltipla dos órgãos. O compositor cantava o mar, a natureza, a mulher, o amor... seus samba-canção retratavam a Bahia pura e fielmente. Muitas de suas canções foram imortalizadas na voz de Carmem Miranda. Muita gente cantarola suas músicas e não sabe que é dele... "O que é que a baiana tem" e "Maracangalha" (sim, aquela: "eu vou pra maracangalha, eu vou; eu vou de uniforme branco, eu vou; eu vou de chapéu de palha, eu vou; eu vou convidar anália, eu vou; se anália não quiser ir eu vou só, eu vou só, eu vou só") são exemplos de seus sucessos. Já no domingo (17), o tradicional Teatro Cultura Artística, em São Paulo, sofreu um incêndio que o destruiu por completo, restando apenas a fachada que contém um painel, obra de Di Cavalcanti. O teatro, que já serviu de palco para grandes nomes da dramaturgia brasileira, como Fernanda Montenegro, Marieta Severo e Marco Nanini, era uma das principais casas de espetáculos da cidade, que agora possui um desfalque na vivacidade de sua cultura.

Teatro Cultura Artística incendiado na madrugada de ontem. (Fonte: Folha de São Paulo)

Fachada do Cultura Artística, antes do incêndio. (Fonte: Site Oficial Teatro Cultura Artística)

Estudo de reconstrução do Teatro Cultura Artística, pelo escritório do arquiteto Paulo Bruna. (Fonte: Globo.com)