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terça-feira, 19 de agosto de 2008

Reflexões do TFG...

Todos sabem, eu já sei, mas o TFG confirmou: arquitetura é referência, muita referência!!!
Temos muito que ver, pesquisar, estudar, olhar, ler, viajar! Já dizia a famosa frase: "Nada se cria, tudo se copia". É isso que tenho percebido nesse último ano da faculdade.
Há muita coisa pra ser resolvida ainda em meu trabalho. Uma delas é a fachada do edifício. Qual é a cara do meu centro cultural? Não sei ainda... Que materiais utilizar, onde colocar aberturas, elementos compositivos de fachadas, vai ter brise ou não, cores, transparência, "translucidez" (vixi, será que existe essa palavra?), opacidade... são questões ainda pertinentes no meu TFG.
Para isso tenho procurado ver o máximo possível de coisas, não só relacionadas a construção! Neste momento tudo é referência! Pode ser bonito, feio, certo, errado, caro, viável... tudo será usado ou não!
Eis aqui fotos de materiais e elementos bacanas, que posso utilizar em meu projeto...
Abraços!

Muro de arrimo de pedras no Museu Histórico Sayamaike, em Osaka, projeto de Tadao Ando. A tradição é muito presente na vida dos japoneses, e embora a tecnologia tenha se desenvolvido no Japão, ainda utiliza-se muito a madeira e pedra (materiais naturais tradicionais) na arquitetura. (Fonte: Arcspace)

A foto acima também é do Museu Histórico Sayamaike. Achei interessante a água em queda, proveniente de um espelho d'água, formando uma cortina filtrando os raios solares. (Fonte: Arcspace) As três fotos a seguir mostram o interior e fachada do Suntory Museum of Art, do arquiteto Kengo Kuma, em Tóquio. As barras verticais que vedam o edifício são de cerâmica branca com um reforço de extrusão de alumínio, possibilitando serem finas e compridas. Essas "tiras" formam painéis móveis corrediços que se abrem para uma área verde do museu.

(Fonte: Arcspace)

(Fonte: Arcspace)

(Fonte: Arcspace)

Esse edifício é a sede da loja Tod's, na avenida Omotesando em Tóquio. Projeto de Toyo Ito, onde a fachada, com "braços" de concreto, remete à estrutura de uma árvore. Os espaços vazios da fachada são preenchidos com vidro, garantindo a entrada de luz de forma heterogênea.

Corte esquemático da loja Tod's, mostra a real intenção do arquiteto ao criar "braços" de concreto na fachada. Cheios e vazios representam a copa de uma árvore. (Fonte: Arcspace)

A foto abaixo é o projeto do Toyo Ito para o pavilhão temporário na Serpentine Gallery, em Londres, onde o arquiteto experimentou a mistura do concreto e vidro (cheios e vazios) na fachada antes de compor a fachada do edifício Tod's.

(Fonte: Arcspace)

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Cada qual com sua cara!

Esta semana foi publicado nas revistas de arquitetura e sites do gênero, o projeto do conhecido arquiteto Frank Gehry para o Serpentine Gallery Pavilion, em Londres. A cada ano, diferentes arquitetos são chamados para projetar uma estrutura temporária que servirá de pavilhão para mostras e exposições. 2008 foi a vez de Gehry, que pela primeira vez trabalha com seu filho Samuel Gehry.

Imagem da maquete do projeto. (Fonte: Arcspace.com)

O projeto de Gehry consiste em quatro robustos pilares, ligados por grande vigas que sustentam as coberturas de vidro através da estrutura secundária de aço. Essa estrutura funciona como tirantes segurando diferentes planos de vidro, finalizando a obra na forma e linguagem já associada ao arquiteto. Segundo a equipe de Gehry, tomou-se como inspiração desde as catapultas desenhadas por Leonardo Da Vinci até os quiosques praianos.

Imagem de uma das fachadas do pavilhão. Aos fundos, é possível ver a parte construída da Serpentine Gallery. (Fonte: Arcspace.com)

Imagem das placas de vidro na cobertura suspensa pela estrutura metálica. (Fonte: Arcspace.com)

Neste espaço, praticamente "passagem e anfiteatro", acontecem eventos, discussões, debates e shows, funcionando como um complemento da galeria.

Imagem mostrando o detalhe do guarda-corpo de vidro e arquibancadas de madeira ao fundo. (Fonte: Arcspace.com)

O pavilhão sendo utilizado no final de uma tarde. Espaço para debates, performances musicais, e outros usos. (Fonte: Arcspace.com)
Dei esse nome para este post pois observando a obra de outros arquitetos, nos anos anteriores, é possível saber exatamente quem o projetou através da linguagem estética. O engraçado é notar como obras, para uma mesma função e local adquirem plasticidades diferentes!
Eis as imagens para mostrar o que estou querendo dizer:

Projeto do Daniel Libeskind, em 2001. (Fonte: Serpentine Gallery)

Projeto do arquiteto japonês Toyo Ito, em 2002. (Fonte: Serpentine Gallery)
Projeto de Oscar Niemeyer, em 2003. (Fonte: Serpentine Gallery). Ah! Fala se não é a cara!!!
Projeto do arquiteto Rem Koolhaas, em 2006. (Fonte: Serpentine Gallery)