segunda-feira, 28 de julho de 2008

Joaquim Guedes

Arquiteto Joaquim Guedes. (Fonte: Arcoweb)
Eu não o conhecia, não fui seu aluno... mas tenho certeza que foi uma grande perda da arquitetura.
Joaquim Guedes tinha 77 anos e faleceu ontem à noite, atropelado, próximo à sua residência na avenida 9 de Julho, em São Paulo. Nenhuma testemunha conseguiu identificar o automóvel, que fugiu sem prestar socorro.
O arquiteto possuía grande influência na arquitetura paulista, seja através de suas obras ou através de seus ensinamentos aos alunos da FAU-USP.
É autor de diversos projetos urbanísticos, cidades planejadas, como Carajás, Marabá e Barcarena, todas no Pará, residências paulistanas, levando com afinco a arquitetura moderna. Seus projetos, sempre racionais. As atividades do cotidiano do usuário é que davam as diretrizes.
Criticava a produção arquitetônica atual, cheia de modismos e monotomia. Diz: "A arquitetura atual não segue a função nem estilos históricos; é monetarista, interessada em status".
Quem sabe agora, com a perda desse grande mestre, os arquitetos não se atentam para seu conceito de arquitetura.
Abraços!

Exposição em Campinas

Recebi este folder por e-mail. Trata-se da divulgação da exposição fotográfica "Ver de Perto Campinas: um jeito natural de olhar a cidade". O fotógrafo Neander Heringer é especialista em fotografia ambiental. Ainda não fui conferir, mas deve ser interessante por nos mostrar a cidade através do ponto de vista da natureza. Abraços

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Arquitetos japoneses - Links

Para quem não viu, adicionei na barra lateral os links para os sites dos principais, ou melhor, dos mais conhecidos arquitetos japoneses. Ainda assim, tem alguns que não possuem site. Então vou postando algumas obras que encontrar em sites de arquitetura e gênero. Acesse os sites, tem muita coisa interessante sendo produzida por arquitetos japas, não necessariamente no Japão! Abraços

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Brise soleil

Tava pesquisando algumas referências projetuais e encontrei esse projeto que tem uma solução bacana para quebrar os raios intensos do sol.
O projeto é para o Centro de Informação do COMPERJ (Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro), que ficou em terceiro lugar no concurso nacional de anteprojetos para tal função. A proposta é do escritório Suzuki Arquitetura.
As fotos são da revista eletrônica Vivercidades.

Dubai Next Face

Rem Koolhaas em frente ao painel da exposição. (Fonte: Designboom)
Chega de arrenha-céus competindo pra ser o mais alto de Dubai. Chega de edifícios residenciais e de escritório!!! A vez agora é da CULTURA!
Rem Koolhaas, o famoso arquiteto holandês e Jack Persekian, são os curadores da exposição "Dubai Next - Face of 21st Century Culture", que contratou diversos arquitetos renomados do mundo inteiro para desenvolverem projetos de espaços da cultura em Dubai, nos Emirados Árabes...
Pena que a exposição só acontece na Alemanha, no Vitra Design Museum, e eu não esteja de férias para pegar meu jatinho e ir conferir... Só me resta postar algumas fotos aqui... rsrs
Abraços
Mostra "Shop Spaces", com fotos de Charlie Koolhaas. (Fonte: Designboom) Foto exposta na mostra "Shop Spaces", de Charlie Koolhaas. Espaços vendidos de Dubai. (Fonte: Designboom) Painel com a planta de Dubai em escalas de cinza. Originalidade na hora de expor dados da cidade. (Fonte: Designboom) Dando um zoom no painel, podemos ver o famoso empreendimento The Palm, com informações a seu respeito, como dados estatísticos. (Fonte: Designboom) Os textos ficam em quadrinhos, como em uma HQ, só que na verdade são quarteirões do desenho urbano. (Fonte: Designboom) Maquete da Dubai Opera House, a primeira dos Emirados Árabes. O projeto é da excelente arquiteta Zaha Hadid em parceria com o arquiteto Patrick Schumacher. (Fonte: Designboom) A Opera House será construída sobre uma ilha artificial, na costa de Dubai. Os arquitetos se inspiraram nas dunas do deserto para dar forma ao edifício. (Fonte: MSN Notícias) O edifício terá um auditório para 2.500 pessoas, uma galeria de arte de 5.000 m², uma escola de artes e um hotel. (Fonte: Designboom) Dubai Bubbles é uma exposição dinâmica, com composição de fotos de Charlie Koolhaas, mostrando a vida de Dubai. (Fonte: Designboom)

Maquete do projeto para galeria de artes temporárias e teatro, de autoria de Rem Koolhaas. (Fonte: Designboom)

Maquete do projeto para galeria de artes temporárias e teatro, de autoria de Rem Koolhaas. (Fonte: Designboom)

Maquete do projeto para galeria de artes temporárias e teatro, de autoria de Rem Koolhaas. (Fonte: Designboom)

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Tá falado!!!

Vi no blog http://melhorlugar.blogspot.com, da professora Claudia, um texto que merece ser divulgado infinitamente. Por isso vou postá-lo aqui.
Foi um dos melhores textos que eu já li criticando a arquitetura produzida atualmente pelas empreendedoras, construtoras, etc, que se vê em edifícios residenciais e condomínios, e que vem a calhar justamente com aquilo que eu estava falando em um post anterior, "A Muralha".
O texto se chama: "Mão escondida projeta arquitetura medíocre", do arquiteto urbanista Jorge Wilhein, publicado no jornal O Estado de São Paulo no dia 02/07/2008. A metáfora "mão escondida" é umas das melhores definições para aquele que produz essa arquitetura medíocre. Confira!
"Ao examinar os projetos imobiliários que abundam em nossos jornais, noto que ultimamente a cor verde predomina: oferece-se à venda a paisagem vista da janela - um parque longínquo ou o jardim, por vezes bem elaborado, que constituirá o verde privativo de quem pode. Recentemente até se oferece um simulacro de vida urbana, ao propor-se - imaginem! - uma rua, como aquelas de verdade - lembram? - em que as crianças se conheciam e brincavam; agora, porém, rua privativa, também para quem pode. Em alguns casos se oferece um centro esportivo ou um spa, de diminutas proporções, só para mencionar.
Simulacro de paisagem urbana, simulacro da sociedade reduzida a condôminos, simulacro de cidade. Parece que o mercado, mesmo usando sua mão escondida - diferente da mão invisível de Adam Smith (1723-1790), segundo o qual ela transformaria interesses individuais em bens sociais -, ainda não conseguiu apagar a lembrança de que a propriedade a ser vendida se situa numa cidade real, gerando um simulacro, exclusivo e excludente. Não nego a demanda por segurança que está na sua origem, mas questiono a falta de criatividade das soluções.
Quando plantas dos apartamentos são publicadas, espanta-me a similitude dos programas e dimensionamentos: parece que há um único protagonista a desenhar com sua "mão escondida" todas as plantas, com iguais dimensões dos quartos, denominações sempre que possível em inglês e a presença inevitável, esta brasileira, da churrasqueira.
O que não se publica é o nome do arquiteto autor desses projetos! A "mão escondida" o apagou, seja por não considerá-lo importante a ponto de figurar ao lado do decorador, do paisagista e dos realizadores do empreendimento; seja porque o próprio arquiteto não se sinta à vontade com o resultado. Se arquiteto existe, como entender, tiradas poucas exceções, o descaso com a estrutura e com a fachada, geralmente um aplique colado, muitas vezes imitando um paupérrimo estilo neoclássico?
Ao percorrer a cidade, vejo, com espanto, o resultado disso: um descalabro arquitetônico, na profusão grotesca e gigantesca de fachadas sem caráter, uma acúmulo de mediocridade preenchendo a paisagem urbana, num completo descaso com a rua em que cada prédio se localiza, ao atulhá-la com trânsito que não pode suportar e uma seqüência de grades, muros, muralhas com guarita, por vezes parecendo-se com presídios. Expressão voraz e predatória do privado não-urbano, recusa da cidade e da vida societária, exclusão ostensiva de tudo o que é público, de todos.
Onde estão os arquitetos herdeiros de mestres da arquitetura residencial? Não mais se encontram, e perdoem a generalização, pois exceções certamente existem, projetos que emulem os esplêndidos edifícios Esther (Vital Brasil), Prudência (Rino Levi), Louveira (Artigas), General Jardim (O. Bratke), Mena Barreto (Aflalo e Gasperini), Guaimbé (Mendes da Rocha), Higienópolis (Heep), Sto. André (Pilon), Copan e Eiffel (Niemeyer) - todos exemplos de boa arquitetura, forte identidade, criatividade, bom ambiente para os seus moradores, enriquecendo a paisagem de suas ruas. E, na ocasião, bem vendidos, com lucro para seus empreendedores...
Enquanto os edifícios residenciais de hoje se apresentam uniformes e medíocres, de autoria anônima, a cidade apresenta bons projetos comerciais e institucionais, revelando a existência de empreendedores mais generosos e o trabalho sério de excelentes arquitetos; entre eles, Botti e Rubin, Aflalo e Gasperini, Carlos Bratke, Isay Weinfeld, Rui Ohtake, Paulo Mendes da Rocha e um bom grupo de jovens arquitetos cujas obras se destacaram na última Bienal de Arquitetura.
Há, portanto, salvação possível. Os empreendimentos poderão produzir lucro mesmo com projetos bons, livres da mão escondida que impõe programas, dimensões, estilos. Para fugir da mediocridade haveria alguns passos a dar.
Do lado dos empreendedores - embora a lógica do sistema os leve a não se preocuparem com a cidade, e sim apenas com o lote -, tomar consciência de que o campo de ação de seu negócio ficará mais restrito e mais caro à medida em que, por sua ação predadora, ruas e bairros forem sendo destruídos. Por outro lado, se o corretor de vendas ou quem contabiliza o investimento substituir os arquitetos nos momentos cruciais de elaboração de projetos, põe-se a perder a principal contribuição desses profissionais.
Do lado dos arquitetos, estranho o silêncio obstinado das entidades de classe, dos críticos de arquitetura, da imprensa especializada. A Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura (Asbea) - de cuja criação participei - limita-se a se alinhar ao lado da associação de seus clientes, o Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis (Secovi), sem respeitar a natural diferença de enfoques e de interesses a defender. Pois nem sequer exigem que o nome do autor de projeto seja obrigatoriamente enunciado...
Compreende-se que o Sindicato dos Arquitetos permaneça silencioso nesta questão, pois a precariedade de contratação e o elevado número de profissionais concorrentes não estimula o debate, arriscando o emprego. Mas não compreendo o silêncio do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), veneranda instituição presente em momentos decisivos de nosso desenvolvimento, que tergiversou na discussão do Plano Diretor Estratégico e agora silencia no momento em que este é ameaçado de desfiguração, deixando a tarefa a outras organizações da sociedade civil. Seu papel tradicional em defesa da arquitetura e da cidade, papel cultural e social, deveria levá-lo a levantar os problemas que aponto neste artigo, liberando-me, aliás, do constrangimento de escrevê-lo..."

Pane no sistema!

Como diria a roqueira baiana Pitty, "pane no sistema alguém me desconfigurou, aonde estão meus olhos de robô?". Bom, hoje me identifiquei com a música Admirável Chip Novo. Mais de 24 horas sem a internet!!! Como pode?? Aliás, não pode!!! Foi muito estranho... acho que desde a época do "bug do milênio" (vocês se lembram??) as pessoas não ficam tão aflitas quanto hoje! Uma pane no sistema da Telefônica deixou milhares de usuários da internet sem ela, no Estado de São Paulo. Como diria meu avô: "Aí é que está!" Como não conseguimos mais ficar sem a maior rede de telecomunicação hoje em dia?? Eu mesmo respondi, né? Talvez por ser a maior rede mundial, não conseguimos mais ficar desconectados do mundo inteiro, do mundo virtual, das notícias, das conversas, dos e-mails... Através da internet conversamos com pessoas a quilômetros, não? Usamos ela para o trabalho, para distração, diversão, estudo, pesquisa, namoro... Mas e as pessoas que não tem internet?? Bom, os não usuários não estão acostumados, e por isso não dependem da internet pra nada... Acredito que tenha sido um dia normal... OK. Quem lê o que escrevi acha que sou um viciado, um neurótico. Não, não sou. Só digo que foi bem ruim ficar sem poder ver pelo menos minha caixa de entrada. Bom, tô um pouco viciado nessa coisa de blog agora... então, ja que a internet voltou agora, aqui estou, escrevendo, até mesmo falando besteira, só pra comemorar a sua volta!!! rsrs Abraços